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	<title>Depressão Pós-Cafeína</title>
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	<description>Informação com uma pitada de São Paulo</description>
	<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 18:57:10 +0000</pubDate>
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		<title>Que falta faz uma Kalunga?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 18:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Peres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Cafeteria]]></category>

		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>

		<category><![CDATA[Kalunga]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Thiago Peres


Tem uma cafeteria na esquina do prédio onde moro. O problema é que ela não abre aos domingos. Eu sei fazer café, essa não é a questão. Ocorre que a letargia dominical pede um ambiente que seja, de certa forma, a extensão da minha sala de estar: poucos passos até o elevador, mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Thiago Peres</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/toobydoo/2249963227/"><img class="alignnone size-medium wp-image-708" title="riso31" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/10/riso31-300x150.jpg" alt="riso31" width="540" height="270" /><br />
</a></p>
<p>Tem uma cafeteria na esquina do prédio onde moro. O problema é que ela não abre aos domingos. Eu sei fazer café, essa não é a questão. Ocorre que a letargia dominical pede um ambiente que seja, de certa forma, a extensão da minha sala de estar: poucos passos até o elevador, mais alguns até o estabelecimento e&#8230; voilà. Sabe aquela coisa “quero sair, mas nem tanto”?  Eu poderia caminhar por alguns minutos até uma padaria que abre todos os dias, sem exceção, e que fica a cerca de dois quarteirões de casa. Mas a cafeteria da esquina é diferente. Carrega um pouco do ambiente de descontração que encontramos somente em nosso doce lar. Ela me permite um acesso quase instantâneo a meus livros, ou outra coisa qualquer para me distrair que esteja guardada nas prateleiras do meu quarto. Os funcionários são conhecidos, e sempre há espaço para um delicioso bate-papo sobre as novidades das redondezas. Sinto falta da cafeteria aos domingos.</p>
<p>Digo isso pois nos últimos dias estava fazendo uma reflexão sobre as “coisas que sinto falta”. Alguém aí pode dizer que penso pequeno, afinal, já que se trata de viajar na maionese, o céu seria o limite. Porém, meu autodesafio tinha uma regra única e muito clara: a simplicidade. E isso tem um motivo. Para quem não sabe, fiz uma cirurgia há pouco mais de um mês. Coisa pequena, eu tinha pedras na visícula. Porém, após entrar na faca, fui obrigado a cumprir um período de repouso em casa, que durou cerca de 15 dias (nos 15 seguintes tive que manter alguns cuidados especiais, como evitar carregar peso, por exemplo). Quando saí para uma caminhada pela primeira vez após a quarentena, admirei profundamente o movimento cotidiano das ruas – um sentimento parecido com o qual descrevi no post <a href="http://depressaoposcafeina.com/sleepless-in-sao-paulo/">“Slepless in São Paulo”</a>, que publiquei aqui no Depressão em 2008. Porém, mal completei o primeiro quarteirão, ouvi um sujeito, que vinha na direção contrária, fazer o seguinte comentário com seu interlocutor: “Que falta faz uma Kalunga&#8230;”. Daí bateu forte a melancolia.</p>
<p>A Kalunga é uma rede de lojas famosa. Para quem nunca ouviu falar, trata-se de um “centro de papelaria e informática, também com seções de higiene e limpeza, embalagens e cine, foto e som” – é assim que ela se apresenta na internet. Somente na cidade de São Paulo, existem 28 unidades da Kalunga. Mas voltando ao assunto, alguém poderia me perguntar: “Qual o problema de o sujeito querer uma loja dessas perto de casa ou do trabalho?”. E eu responderia: “Você não está entendendo, meu filho. Ele quase suspirou quando afirmou que a Kalunga fazia falta em sua vida. Foi como se tivesse dito ‘Que falta faz a Iolanda&#8230;’. Tinha ternura no negócio!”. Continuei caminhando e refletindo sobre algumas coisas aparentemente insignificantes que me trazem alegria, mas elas vêm sempre acompanhadas de outros valores, talvez maiores, que julgo fundamentais. No caso da cafeteria existem alguns deles, como vocês devem ter observado. Mas e a Kalunga? O que mais se pode buscar naquele lugar se não um pacote de folhas A4, uma caneta esferográfica, uma caixa de DVDs graváveis&#8230;? Sei lá. Talvez esse cara, de fato, é que saiba o que é felicidade.</p>
<p>(Imagem Flickr: <a href="http://www.flickr.com/people/toobydoo/">Thobias Vemmenby</a>)</p>
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		<title>Como salvar uma noite</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 03:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Pires</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bares]]></category>

		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Astronete]]></category>

		<category><![CDATA[Matias Aires]]></category>

		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[por Diego Pires

Há umas duas semanas, fui convidado para um aniversário  em uma certa casa noturna que fica na região da Alameda Franca, que por piedade minha não será nomeada aqui. A obsessão do segurança por ver as carteiras de identidade de todos que entravam no lugar já me causou uma impressão ruim. Isso é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Diego Pires</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-702" title="astro" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/10/astro.jpg" alt="astro" width="540" height="270" /></p>
<p>Há umas duas semanas, fui convidado para um aniversário  em uma certa casa noturna que fica na região da Alameda Franca, que por piedade minha não será nomeada aqui. A obsessão do segurança por ver as carteiras de identidade de todos que entravam no lugar já me causou uma impressão ruim. Isso é sempre sinal de que o estabelecimento atrai adolescentes com crise de identidade. Infelizmente, esses meus maus preságios sempre estão certos. Quando eu e minha amiga entramos no recinto, deparamos com um ambiente pseudo-punk, muito escuro e com um fedor desnecessário de gelo seco. O pior é que estava cheio de toda sorte de teenagers tentando ser algo que não são. Havia pseudo-rockstars, pseudo-sid vicious, pseudo-emos, pseudo-pin-ups, pseudo-tudo-que-você-pode-imaginar. A música era uma das coisas mais estranhas que já ouvi na vida. O ser que estava na cabine de DJ parece gostar de tocar canções com o tempo mais acelerado que o normal, o que resultava em um set que parecia ter sido tirado de um toca-fitas em fast-foward.</p>
<p>Enfim, era impossível ficar lá. Eu e minha amiga pegamos nossos pertences na chapelaria e fomos embora sem termos gastado nem meia hora naquela espelunca. Como não estavamos de carro e o metrô ainda ia demorar três horas para abrir, ficamos vagando pelo eixo jardins-consolação para ver se encontravamos algum lugar decente. Após muita caminhada, encontramos uma fila em frente à porta na Matia Aires. Nos aproximamos curiosos e descobrimos que era um bar chamado Astronete. Como não tinhamos nada a perder, decidimos entrar. Que lugar peculiar. A decoração era meio pub decadente,e o mais engraçado é que as paredes estavam cheias de pôsteres de pornô-chanchada. Após uma visita à chapelaria, nos dirigimos ao bar. Acho que a vez em que fui atendido mais rápido em toda a minha vida. Bom sinal. Descemos para a pista, que estava cheia mas não chegava a ser desconfortável. No começo, a música estava meio estranha, mas a partir das 3 da manhã uma DJ chamada Flávia tomou as rédeas da festa e aí a coisa ficou bem mais divertida. Dançamos até não aguentar mais e fechamos a noite nos reabastecendo na Bela Paulista.</p>
<p>Nesse dia aprendi que, em São Paulo, é sempre possível trasformar uma balada frustrada em uma noite muito divertida, é só ter disposição e curiosidade para descobrir lugares novos.</p>
<p>(Foto: Flickr:<a href="http://http://www.flickr.com/photos/kassapia">Kassá</a>)</p>
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		<title>Tênis para todos</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 18:38:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Moretti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>

		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

		<category><![CDATA[Bola Dentro]]></category>

		<category><![CDATA[social]]></category>

		<category><![CDATA[Tênis]]></category>

		<category><![CDATA[Villa Lobos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Henrique Moretti

Considerado uma modalidade elitista pela maioria dos brasileiros, o tênis em São Paulo alcança todas as classes sociais, aproximando-se, limitações à parte, de condições oferecidas em países desenvolvidos e na Argentina.
Desde junho de 2005, as sete quadras de tênis do Parque Villa Lobos não representam apenas a melhor opção para tenistas amadores de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Henrique Moretti</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-695" title="boladentro1" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/10/boladentro1.jpg" alt="boladentro1" width="536" height="277" /></p>
<p>Considerado uma modalidade elitista pela maioria dos brasileiros, o tênis em São Paulo alcança todas as classes sociais, aproximando-se, limitações à parte, de condições oferecidas em países desenvolvidos e na Argentina.</p>
<p>Desde junho de 2005, as sete quadras de tênis do Parque Villa Lobos não representam apenas a melhor opção para tenistas amadores de São Paulo. Abrigam também o Bola Dentro, projeto que visa o atendimento sócio-educativo, através do esporte branco, a crianças e adolescentes carentes da cidade.</p>
<p>Para se juntar a um dos 120 jovens que hoje fazem parte do projeto é muito fácil: basta ter entre 7 e 14 anos e estar matriculado em uma escola pública paulistana. Superado esse passo inicial, duas das quadras do Villa Lobos ficam reservadas aos treinamentos, que acontecem de segunda sexta-feira das 7 às 15 horas da manhã.</p>
<p>Idealizador e coordenador do Bola Dentro consultado pelo <strong>Depressão</strong>, Agostinho Teixeira explica que o principal objetivo é criar oportunidades profissionais por meio do tênis. Exatamente por causa disso, os adolescentes devem continuar participando das atividades após os 14 anos, com o objetivo de se tornarem profissionais do tênis – seja como professores, auxiliares, rebatedores de bola, gandulas, juízes de linha ou juízes de cadeira.</p>
<p>Além disso, o projeto ainda faz questão de acompanhar o rendimento dos jovens na escola, policiando as notas e conversando bastante com os pais. A grande relação do projeto no mercado de trabalho, entretanto, não impede a existência do grande sonho de Teixeira: levar um dos meninos que ele iniciou no esporte ao profissionalismo.</p>
<p>Integrantes desse ideário há três anos, Axel Monteiro e é uma das apostas do coordenador para seguir carreira no tênis. No ano passo, o jovem de 16 ganhou 13 dos 17 torneios disputados pela Federação Paulista (FPT). Outro destaque é Bruno Corrêa, 16, que em junho de 2008 teve a oportunidade de trocar bolas com o ex-número um do mundo, Pete Sampras durante a disputa da etapa brasileira do circuito sênior da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).</p>
<p>Esse dois nomes fazem parte da equipe de competição de Agostinho Teixeira, tendo à disposição no Villa Lobos serviços de preparação física e acompanhamento psicológico uma vez por semana.</p>
<p>Eles e os outros 460 garotos que já se inscrevem no projeto desde 2005 só precisam gastar com locomoção para se dirigirem ao parque em Alto de Pinheiros, que em janeiro sempre organiza também o Challenger de São Paulo, segundo torneio profissional mais importante do país – só atrás do Brasil Open, organizado na Costa do Sauípe. Assim, treinamento, alimentação, vestimentas, bolinhas e raquetes são oferecidas de forma gratuita para quem se interessar.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Foto: Lars Grael e João Guimarães Rosa com as crianças (Divulgação)</em></p>
<ul>
<li>Saiba mais sobre o <a href="http://www.boladentro.com.br/">Projeto Bola Dentro</a></li>
</ul>
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		<title>Audio slideshow: Yuri Machado</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 21:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Peres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

		<category><![CDATA[Audio Slideshow]]></category>

		<category><![CDATA[Cartoon]]></category>

		<category><![CDATA[Cartunista]]></category>

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		<category><![CDATA[Sete Doses]]></category>

		<category><![CDATA[Yuri Machado]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Thiago Peres e Alexandre Facciolla

Yuri Machado é escritor, compositor e desenhista. Também estuda Letras e Jornalismo. É colaborador do site Sete Doses, que tem como objetivo &#8220;convergir mídias e criar uma linguagem inovadora para o jornalismo opinativo e para as diversas formas de arte digital em formação&#8221;. O audio slideshow que segue mostra um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Thiago Peres e Alexandre Facciolla</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-689" title="maos" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/10/maos-300x150.jpg" alt="maos" width="540" height="270" /></p>
<p>Yuri Machado é escritor, compositor e desenhista. Também estuda Letras e Jornalismo. É colaborador do site <a href="http://setedoses.com/">Sete Doses</a>, que tem como objetivo &#8220;convergir mídias e criar uma linguagem inovadora para o jornalismo opinativo e para as diversas formas de arte digital em formação&#8221;. O audio slideshow que segue mostra um pouco do que o artista pensa sobre o próprio trabalho, e também algumas de suas impressões sobre sua primeira exibição pública.</p>
<p><object width="480" height="385" data="http://www.youtube.com/v/Se0wqHkXAK0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Se0wqHkXAK0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Se beber, não case</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 17:46:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Fae</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Se beber não case]]></category>

		<category><![CDATA[The hangover]]></category>

		<category><![CDATA[Todd Phillips]]></category>

		<category><![CDATA[Zach Galifianakis]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Thiago Faé

Hoje em dia, é difícil surgirem boas comédias, que fujam do clichê e não sejam totais besteiróis sem graça. Acredito que por isso, quando surge algo novo como Se beber, não case (The Hangover), faça tanto sucesso mundialmente.
Não que o longa metragem dirigido por Todd Phillips (Dias Incríveis) esteja livre de clichês, muito pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Thiago Faé<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-681" title="se-beber" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/09/se-beber.jpg" alt="se-beber" width="540" height="270" /></p>
<p>Hoje em dia, é difícil surgirem boas comédias, que fujam do clichê e não sejam totais besteiróis sem graça. Acredito que por isso, quando surge algo novo como <em>Se beber, não case</em> (The Hangover), faça tanto sucesso mundialmente.<br />
Não que o longa metragem dirigido por <span id="Conteudo1_lblDirecao">Todd Phillips (<em>Dias Incríveis</em>) </span>esteja livre de clichês, muito pelo contrário. A sinopse já entrega: grupo de quatro amigos vai para Las Vegas fazer a despedida de solteiro do camarada que vai se casar.</p>
<p>Como esperado, lá tudo dá errado, eles bebem demais, e, no outro dia, Doug (Justin Bartha), o noivo,  está desaparecido e seus três amigos, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis) não lembram de nada do que aconteceu na noite anterior. Restam as pistas que ficaram no quarto de hotel destruído: um tigre no banheiro, um bebê no armário, a perda de um dente do amigo mais certinho, uma galinha no meio da sala e por aí vai. Assim, o trio precisa descobrir o paradeiro do amigo, que se casa ainda naquele fim de semana.</p>
<p>Nada mais clichê nos filmes holywoodianos do que uma despedida em Las Vegas ou amigos indo para a cidade do pecado afogar as mágoas por causa de uma desilusão. Vemos isso em filmes recentes, como <em>Ligeiramente grávidos ou</em> <em>Jogos de amor em Las Vegas. </em>O caso é que <em>Se beber, não case</em> é muito bem dirigido, tem um elenco de qualidade, com destaque para Zach Galifianakis (o barbudo aí da foto),<em> </em>e é totalmente inusitado, uma história diferente e que surpreende o espectador em cada cena, com acontecimentos inacreditáveis que levam o cinema a gargalhadas (para se ter uma ideia, até o Mike Tyson aparece na história&#8230;). A sorte dos personagens é que &#8221;o que acontece em Vegas, fica em Vegas&#8221;.</p>
<p>Mas se nos EUA, Las Vegas é o local onde os solteiros podem ter seus últimos momentos &#8220;livre&#8221;, o que faz um paulistano? Bem, primeiro que na cidade da garoa ninguém precisa de uma desculpa para se encontrar com os amigos e curtir a vida. Há milhares de bares e baladas espalhados pela cidade, que não deixam ficar parado quem está a fim de uma agitação noturna. Na questão de jogos, aqui não há muita opção. Talvez alguns bingos clandestinos, onde o grupo de solteiros precisaria dividir o espaço com alguns idosos viciados e sonham em levantar da cadeira e gritar &#8220;BINGO!!&#8221;. Também tem aquelas máquinas caça-níquel (igualmente ilegais) em algumas padarias, para os mais bairristas.</p>
<p>No quesito diversão com o sexo oposto, talvez muitos prefiram as &#8220;facilidades&#8221; da Rua Augusta. O bom é que ali não tem o perigo de você acordar com uma aliança no anelar esquerdo sem lembrar do que aconteceu na noite passada&#8230;</p>
<p>(Imagem: divulgação)</p>
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		<title>Ópera Urbana; Uma coleção que investiga São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 19:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Solari</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Carla Caffé]]></category>

		<category><![CDATA[Cidade dos Deitados]]></category>

		<category><![CDATA[cosac naify]]></category>

		<category><![CDATA[fernando bonassi]]></category>

		<category><![CDATA[heloísa prieto]]></category>

		<category><![CDATA[livros]]></category>

		<category><![CDATA[opera urbana]]></category>

		<category><![CDATA[paulo bloise]]></category>

		<category><![CDATA[Surfando na Marquise]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Solari

No mundo editorial, uso de &#8220;hotsites&#8221; - páginas dedicadas para divulgar um livro - não é um fenômeno novo. A editora Cosac naify, no entanto, inovou ao criar a página da coleção infantojuvenil Ópera Urbana, com histórias para os jovens leitores sobre a cidade de São Paulo.
Os livros que integram a coleção são Cidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Solari</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-676" title="operaurbana" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/09/operaurbana.jpg" alt="operaurbana" width="540" height="270" /></p>
<p>No mundo editorial, uso de &#8220;hotsites&#8221; - páginas dedicadas para divulgar um livro - não é um fenômeno novo. A editora Cosac naify, no entanto, inovou ao criar a página da coleção infantojuvenil <em>Ópera Urbana</em>, com histórias para os jovens leitores sobre a cidade de São Paulo.</p>
<p>Os livros que integram a coleção são <em>Cidade dos Deitados</em>, terror que se inspirou nos túmulos antigos da cidade para criar a narrativa, <em>Montanha-Russa</em>, uma história de redescobrimento de um pai e um filho num parque de diversões, <em>Av. Paulista</em>, uma análise visual desse cartão postal da cidade, e <em>Surfando na Marquise</em>, uma narração descritiva do Parque do Ibirapuera no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade.</p>
<p>A ideia de unir esses livros de perfis tão diferentes sobre uma mesma coleção é interessante, pois, ao utilizar a cidade como ponto comum, valoriza capa obra individualmente ao mesmo tempo em que consegue manter a personalidade de cada livro e autor.  A página também aposta em colocar um setor de conteúdo colaborativo no qual os leitores podem fazer &#8220;tarefas&#8221; relacionadas a cada livro, como escrever um epitáfio, enviar o desenho de uma montanha-russa dos sonhos ou dar um livro para um estranho na rua.</p>
<p>A coleção mostra como uma ideia simples pode ser implementada de forma limpa e intuitiva com um pouco de planejamento e uma boa consultoria de web, uma vez que o site consegue ter diversas funções e ser limpo e simples ao mesmo tempo.</p>
<p>Segue abaixo a entrevista de Carla Caffé, diretora de arte do filme Central do Brasil e autora de <em>Av. Paulista</em>. Para conferir entrevistas dos outros autores, <a href="http://www.operaurbana.com.br/index.php">visite o hotsite da Ópera Urbana</a>.</p>
<p><object width="540" height="385" data="http://www.youtube.com/v/MVdAszt0pfw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/MVdAszt0pfw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Off to Canada!</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 04:14:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Peres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[2004]]></category>

		<category><![CDATA[Anna Paquin]]></category>

		<category><![CDATA[Blue State]]></category>

		<category><![CDATA[Breckin Meyer]]></category>

		<category><![CDATA[Canadá]]></category>

		<category><![CDATA[eleições]]></category>

		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>

		<category><![CDATA[George W. Bush]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Thiago Peres

&#8220;Blue State&#8221; é um filme de 2007 escrito e dirigido por Marshall Lewy. Trata-se da história de um sujeito que deixou de lado trabalho e vida pessoal para mergulhar de cabeça nas eleições presidenciais de 2004 nos Estados Unidos. Naquele ano, George W. Bush tentava a reeleição contra o candidato democrata John Kerry, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Thiago Peres</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/georgebushmonument/3289053593/"><img class="alignnone size-full wp-image-652" title="bush" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/09/bush.jpg" alt="bush" width="540" height="270" /></a></p>
<p>&#8220;Blue State&#8221; é um filme de 2007 escrito e dirigido por Marshall Lewy. Trata-se da história de um sujeito que deixou de lado trabalho e vida pessoal para mergulhar de cabeça nas eleições presidenciais de 2004 nos Estados Unidos. Naquele ano, George W. Bush tentava a reeleição contra o candidato democrata John Kerry, a quem John Logue (interpretado por Breckin Meyer), personagem principal do filme, apoiava.</p>
<p>Pouco antes do dia de votação, Logue faz um discurso em cima do balcão de um bar e é aplaudidíssimo por todos que ali estavam. É importante mencionar que também havia uma equipe de um telejornal local no estabelecimento, e que a cena foi ao ar. Mais importante ainda é a promessa feita naquele momento pelo jovem de 28 anos que, além de militar pela eleição de Kerry, mantinha um blog onde detonava Bush: “Se George W. Bush for reeleito, me mudo para o Canadá!”.</p>
<p>Bom, todos sabem quem foi o vencedor do pleito. E o mundo cai na cabeça de Logue quando se vê convencido de que Bush continuaria à frente do governo norte-americano por mais quatro anos – um ponto positivo do roteiro é que a decepção profunda do personagem com os eleitores de seu país não parece algo pueril. Seus amigos começam a perguntar quando ele vai para o Canadá, sempre em um tom de brincadeira misturado com uma perturbadora dose de seriedade. Ele diz que não vai a lugar algum.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-medium wp-image-654" title="bluestate1" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/09/bluestate1-213x300.jpg" alt="bluestate1" width="213" height="300" /></p>
<p>No dia seguinte ao da divulgação do resultado final das eleições, Logue se dirige à empresa onde trabalhava. Pensa em retomar seu emprego, mas fica sabendo que o cliente para o qual prestava serviços havia se desligado da firma. Tenta também retomar o relacionamento com a antiga namorada – tinham dado um tempo durante a campanha –, mas descobre que ela está com outro cara.</p>
<p>Logue, então, resolve partir para o Canadá e coloca um anúncio buscando companhia para a viagem. Após curto período de entrevistas com interessados, escolhe a misteriosa Chloe Hamon (Anna Paquin) – omitindo, porém, um detalhe sobre seus objetivos na parada final que havia programado – e ambos partem rumo à cidade de Winnipeg. Essa primeira etapa do filme é breve. A partir daí, as experiências ao lado de Chloe fazem com que Logue reavalie a forma como entende a política e o próprio país onde nasceu, os Estados Unidos.</p>
<p>É interessante observar a relação visceral que o personagem principal tem com seu blog, “The Donkey Revolution”. Apesar de em alguns momentos perceber que as pessoas não prestam tanto atenção nele quanto gostaria, Logue acredita que esse meio de comunicação de fato pode ter efeitos políticos relevantes. E eu também acredito nisso.</p>
<p>Um grande número de informações sobre movimentos políticos organizados pela sociedade civil é disseminado por meio das mídias sociais. Muitas vezes, aliás, elas são o único caminho para a expressão de sua existência. No último semestre, por exemplo, caminhando pela avenida Paulista, recebi um flyer  sobre o “Movimento Saia às Ruas”, que faz duras críticas ao ministro Gilmar Mendes, do STF, e pede sua saída do tribunal (http://saiagilmar.blogspot.com).</p>
<p>É claro que a web pode ser usada indevidamente, mas isso é outro assunto. Fiquemos hoje com o idealismo de John Logue. E com a boa notícia de que foi aprovada há pouco em Brasília, na Câmara dos Deputados, a livre expressão do pensamento na internet durante as campanhas eleitorais. A única exceção é que os debates na web terão que seguir as regras dedicadas a TVs e rádios.</p>
<p>(Foto Flickr: Broc Blegen)</p>
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		<title>Uma pizza à italiana</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 16:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Moretti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>

		<category><![CDATA[Itália]]></category>

		<category><![CDATA[Pizza]]></category>

		<category><![CDATA[sangue quente]]></category>

		<category><![CDATA[Sicília]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Henrique Moretti


Não é à toa que grande parte das pizzarias em São Paulo têm, a começar pelo nome, referências italianas. Terra dessa preparação culinária que consiste em um disco de massa fermentada de farinha de trigo, a Itália vende pizzas individuais na maioria de seus restaurantes – esqueça aquela tradicional divisão brasileira segundo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Por Henrique Moretti</p>
<p class="MsoNormal"><strong><img class="alignnone size-full wp-image-648" title="pizza_final" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/09/pizza_final.jpg" alt="pizza_final" width="540" height="270" /><br />
</strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #000000;">Não é à toa que grande parte das pizzarias em São Paulo têm, a começar pelo nome, referências italianas. Terra dessa preparação culinária que consiste em um disco de massa fermentada de farinha de trigo, a Itália vende pizzas individuais na maioria de seus restaurantes – esqueça aquela tradicional divisão brasileira segundo a qual o <em>pizzaiolo</em> deve entregar a comida em um grande prato no centro da mesa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #000000;">Mas não é só pela maneira peculiar de comer (e pela grande fome) que os italianos são curiosos quando o assunto é pizza. Em um pequeno estabelecimento familiar na Sicilia onde o pai empregava a mulher e seus dois filhos, pude testemunhar com uma de minhas primas o encontro de duas características do país em questão: o sangue quente e a tradicional iguaria de Nápoles.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #000000;">Nesse local, uma surpresa já pôde ser observada na recepção: ao ouvir o pedido de duas determinadas pizzas para viagem, o dono do negócio lamentou dizendo: “Não sei se será possível”. Por causa do espanto dos clientes, o<em> padrone</em> logo explicou que nenhum equipamento estava quebrado. “Aqui os empregados não têm vontade de trabalhar”, bradou, lançando um olhar de desaprovação aos filhos que, segundo ele, gastavam mais tempo que o necessário perto do forno a lenha.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #000000;">Resolvido o problema à base também de gritos com a mulher, o pai de família requisitou algumas informações aparentemente estranhas para um brasileiro: queria saber nome, sobrenome, endereço e número do telefone residencial embora a encomenda não fosse para ser entregue por um motoqueiro e sim para ser retirada no próprio estabelecimento. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #000000;">Evitamos encrenca e passamos os dados, porém dois outros clientes que vieram na sequência não repetiram o gesto. Questionando a necessidade dessa pequena burocracia, eles causaram ainda mais irritação no siciliano em questão, que se levantou da cadeira onde se sentava e cravou, expulsando aos berros a clientela: “Se não querem falar, vão comer em outro lugar! Há muitas pizzarias nesta região!”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #000000;">Típica de Nápoles, a pizza representa não só muito da culinária italiana como pode fazê-lo também para a cultura do país. Da próxima vez que pedir uma dessas iguarias em São Paulo, certificar-me-ei antes se o dono do estabelecimento não tem ascendência siciliana.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #000000;"><em>* Esta pequena história não poderia ser contada sem a colaboração de Antonella Casilli, responsável por traduzir os nervosos diálogos do siciliano para o italiano.</em></span></p>
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		<title>Conversa de botequim nº2</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 23:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Peres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Beatles]]></category>

		<category><![CDATA[Caetano]]></category>

		<category><![CDATA[Elvis]]></category>

		<category><![CDATA[Michael Jackson]]></category>

		<category><![CDATA[showbizz]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Thiago Peres

Cante em voz alta uma música qualquer dos Beatles. Só um trechinho, por gentileza. Agora uma do Caetano. Vai, por favor. Legal. Pense numa canção do Elvis. Lembrou de alguma? Então ponha a garganta para funcionar. Vamos lá, em homenagem ao Rei do Rock. Percebeu a diferença quando você interpretou as três canções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Thiago Peres</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/marca-pasos/3461158410/"><img class="alignnone size-full wp-image-625" title="mj21" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/08/mj21.jpg" alt="mj21" width="540" height="270" /></a></p>
<p>Cante em voz alta uma música qualquer dos Beatles. Só um trechinho, por gentileza. Agora uma do Caetano. Vai, por favor. Legal. Pense numa canção do Elvis. Lembrou de alguma? Então ponha a garganta para funcionar. Vamos lá, em homenagem ao Rei do Rock. Percebeu a diferença quando você interpretou as três canções escolhidas? Não? Diferentemente das duas primeiras, você deve ter empostado a voz ao entoar a música de Presley. Provavelmente tentou imitá-lo de uma maneira mais complexa.</p>
<p>O mesmo ocorre com Michael Jackson. Difícil alguém cantar &#8220;Billie Jean&#8221; sem tentar executar alguma coreografia inventada pelo artista – ou mesmo imitar o próprio jeito de o Rei do Pop entoar suas canções. Sábado passado fui ao Mercado Municipal. Ali nas redondezas há muitos camelôs que vendem CDs piratas, boa parte deles utilizando carrinhos de madeira com um pequeno mas potente aparelho de som embutido. Quando um deles tocava algo de Michael, invariavelmente se via um pedestre arriscando o &#8220;moonwalk&#8221; ou se ouvia um “uhhhhhh!”. E por isso me retrato em relação a uma das idéias que desenvolvi no post <a href="http://depressaoposcafeina.com/ah-os-correios/">“Conversa de Botequim”</a>.</p>
<p>Há cerca de um mês eu disse que Michael Jackson entrou numa <em>hype</em> de ícone mundial e conduziu sua carreira de forma tortuosa. Ao confrontar seu talento com seu legado musical, concluí que ele acabou se tornando a pior versão de si próprio. Nada disso. Michael é especial para as pessoas exatamente porque soube se moldar com criatividade dentro da revolução tecnológica dos anos 80 e 90 e da explosão do mercado fonográfico. Ao contrário do que eu havia afirmado, hoje acredito que ele usou todo o seu potencial juntamente com uma percepção singular que tinha do <em>showbizz</em>, o que amplificou sua obra. É marco na linha do tempo da música, representando como ninguém o período em que se destacou.</p>
<p>Justiça feita com Michael Jackson, pense agora em alguma canção do Roberto Carlos. Ajeitou o microfone?</p>
<p>(Imagem Flickr: El_Enigma)</p>
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		<title>Lá como cá: do calcio ao Cavaliere</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 23:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Moretti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Henrique Moretti

Em menos de um mês na Itália nem é necessário fazer um grande giro pelo país para se acompanhar diversas manifestações (passando pelas áreas política, cultural, esportiva) que se assemelham às do Brasil.
Paixão nacional, o futebol chega a ser mais popular que no país verde e amarelo e domina o noticiário esportivo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Henrique Moretti</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-618" title="depressao_2" src="http://depressaoposcafeina.com/wp-content/uploads/2009/08/depressao_2.jpg" alt="depressao_2" width="540" height="270" /></p>
<p>Em menos de um mês na Itália nem é necessário fazer um grande giro pelo país para se acompanhar diversas manifestações (passando pelas áreas política, cultural, esportiva) que se assemelham às do Brasil.</p>
<p>Paixão nacional, o futebol chega a ser mais popular que no país verde e amarelo e domina o noticiário esportivo de forma impressionante - de quase 30 edições do jornal Gazzetta dello Sport que pude ler, apenas uma não trazia o tema como matéria de capa, e sim o Mundial de natação de Roma, com as medalhistas de ouro Federica Pellegrini e Alessia Filippi. No começo de julho, inclusive, presenciei um grande protesto organizado pela torcida do Bologna que reuniu mais de mil torcedores na Piazza Maggiore, a maior praça da cidade; a torcida <em>rossoblù</em>, que reclamava contra a falta de contratações por parte da diretoria, conseguiu o que queria pouco mais de um mês depois: Francesca Menarini, uma das poucas mulheres a presidir um clube de futebol italiano ao lado de Rosella Sensi, da Roma, acabou vendendo o clube para um milionário albanese Rezart Taçi - é verdade que o petroleiro pularia do barco e desistiria do negócio na última hora, mas a menção ao protesto segue válida.</p>
<p>A mesma praça, aliás, abrigou um belíssimo ato cultural durante todo o mês de julho. Com o chamado <em>Cinema Sotto le Stelle</em> (sob as estrelas), centenas de pessoas se reuniam todas as noites para acompanhar a exibição de filmes em um grande telão, montado como aquele que marcou a última Virada Cultural de São Paulo no Masp, porém maior. Ao final, foi apresentada uma grande variedade de películas, com westerns de Clint Eastwood intercalados a sucessos antigos e novos como E.T. e Gomorra.</p>
<p>Chamou-me a atenção, também, o grande número de muros pichados – na prática, quanto mais se vai ao sul italiano, mais se vê a presença do grafite. Ao contrário de São Paulo, porém, as marcações de terreno das gangues dão lugar muitas vezes a mensagens ideológicas, com símbolos do anarquismo (não é à toa o local de nascimento de Federico Malatesta) e mensagens comunistas.</p>
<p>O antigo regime russo também serviu de pano de fundo para uma passeata no centro de Florença, onde jovens pediam com gritos, faixas e cartazes que o mundo desse mais ouvido ao que tem acontecido no Irã de Mahmoud Ahmadinejad. Falando em mandatários, difícil acreditar que Silvio Berlusconi já esteja em seu terceiro mandato como primeiro-ministro da Itália ao menos quando se conversa com os cidadãos daqui: não achei nem mesmo um, seja jovem ou mais idoso, que admita ter votado no Cavaliere. No último mês, suas peripécias com prostitutas deram o que falar no país até que, cara de pau como só ele, Berlusconi veio a público para cravar: “Não sou santo e vocês já sabem. Faltam apenas aqueles do La Repubblica perceberem”. A referência, claro, vai para o maior jornal considerado de esquerda da Velha Bota.</p>
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