Se beber, não case

Por Thiago Faé
se-beber

Hoje em dia, é difícil surgirem boas comédias, que fujam do clichê e não sejam totais besteiróis sem graça. Acredito que por isso, quando surge algo novo como Se beber, não case (The Hangover), faça tanto sucesso mundialmente.
Não que o longa metragem dirigido por Todd Phillips (Dias Incríveis) esteja livre de clichês, muito pelo contrário. A sinopse já entrega: grupo de quatro amigos vai para Las Vegas fazer a despedida de solteiro do camarada que vai se casar.

Como esperado, lá tudo dá errado, eles bebem demais, e, no outro dia, Doug (Justin Bartha), o noivo,  está desaparecido e seus três amigos, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis) não lembram de nada do que aconteceu na noite anterior. Restam as pistas que ficaram no quarto de hotel destruído: um tigre no banheiro, um bebê no armário, a perda de um dente do amigo mais certinho, uma galinha no meio da sala e por aí vai. Assim, o trio precisa descobrir o paradeiro do amigo, que se casa ainda naquele fim de semana.

Nada mais clichê nos filmes holywoodianos do que uma despedida em Las Vegas ou amigos indo para a cidade do pecado afogar as mágoas por causa de uma desilusão. Vemos isso em filmes recentes, como Ligeiramente grávidos ou Jogos de amor em Las Vegas. O caso é que Se beber, não case é muito bem dirigido, tem um elenco de qualidade, com destaque para Zach Galifianakis (o barbudo aí da foto), e é totalmente inusitado, uma história diferente e que surpreende o espectador em cada cena, com acontecimentos inacreditáveis que levam o cinema a gargalhadas (para se ter uma ideia, até o Mike Tyson aparece na história…). A sorte dos personagens é que ”o que acontece em Vegas, fica em Vegas”.

Mas se nos EUA, Las Vegas é o local onde os solteiros podem ter seus últimos momentos “livre”, o que faz um paulistano? Bem, primeiro que na cidade da garoa ninguém precisa de uma desculpa para se encontrar com os amigos e curtir a vida. Há milhares de bares e baladas espalhados pela cidade, que não deixam ficar parado quem está a fim de uma agitação noturna. Na questão de jogos, aqui não há muita opção. Talvez alguns bingos clandestinos, onde o grupo de solteiros precisaria dividir o espaço com alguns idosos viciados e sonham em levantar da cadeira e gritar “BINGO!!”. Também tem aquelas máquinas caça-níquel (igualmente ilegais) em algumas padarias, para os mais bairristas.

No quesito diversão com o sexo oposto, talvez muitos prefiram as “facilidades” da Rua Augusta. O bom é que ali não tem o perigo de você acordar com uma aliança no anelar esquerdo sem lembrar do que aconteceu na noite passada…

(Imagem: divulgação)

2 Responses

  1. Thiago Peres Says:

    Gostei da última frase Thiagão. A patroa vai adorar…rs…

  2. Thiago Faé Says:

    rsrs não tinha me tocado desse perigo…

Leave a Comment





Please note: Comment moderation is enabled and may delay your comment. There is no need to resubmit your comment.