Por Henrique Moretti

Considerado uma modalidade elitista pela maioria dos brasileiros, o tênis em São Paulo alcança todas as classes sociais, aproximando-se, limitações à parte, de condições oferecidas em paÃses desenvolvidos e na Argentina.
Desde junho de 2005, as sete quadras de tênis do Parque Villa Lobos não representam apenas a melhor opção para tenistas amadores de São Paulo. Abrigam também o Bola Dentro, projeto que visa o atendimento sócio-educativo, através do esporte branco, a crianças e adolescentes carentes da cidade.
Para se juntar a um dos 120 jovens que hoje fazem parte do projeto é muito fácil: basta ter entre 7 e 14 anos e estar matriculado em uma escola pública paulistana. Superado esse passo inicial, duas das quadras do Villa Lobos ficam reservadas aos treinamentos, que acontecem de segunda sexta-feira das 7 às 15 horas da manhã.
Idealizador e coordenador do Bola Dentro consultado pelo Depressão, Agostinho Teixeira explica que o principal objetivo é criar oportunidades profissionais por meio do tênis. Exatamente por causa disso, os adolescentes devem continuar participando das atividades após os 14 anos, com o objetivo de se tornarem profissionais do tênis – seja como professores, auxiliares, rebatedores de bola, gandulas, juÃzes de linha ou juÃzes de cadeira.
Além disso, o projeto ainda faz questão de acompanhar o rendimento dos jovens na escola, policiando as notas e conversando bastante com os pais. A grande relação do projeto no mercado de trabalho, entretanto, não impede a existência do grande sonho de Teixeira: levar um dos meninos que ele iniciou no esporte ao profissionalismo.
Integrantes desse ideário há três anos, Axel Monteiro e é uma das apostas do coordenador para seguir carreira no tênis. No ano passo, o jovem de 16 ganhou 13 dos 17 torneios disputados pela Federação Paulista (FPT). Outro destaque é Bruno Corrêa, 16, que em junho de 2008 teve a oportunidade de trocar bolas com o ex-número um do mundo, Pete Sampras durante a disputa da etapa brasileira do circuito sênior da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).
Esse dois nomes fazem parte da equipe de competição de Agostinho Teixeira, tendo à disposição no Villa Lobos serviços de preparação fÃsica e acompanhamento psicológico uma vez por semana.
Eles e os outros 460 garotos que já se inscrevem no projeto desde 2005 só precisam gastar com locomoção para se dirigirem ao parque em Alto de Pinheiros, que em janeiro sempre organiza também o Challenger de São Paulo, segundo torneio profissional mais importante do paÃs – só atrás do Brasil Open, organizado na Costa do SauÃpe. Assim, treinamento, alimentação, vestimentas, bolinhas e raquetes são oferecidas de forma gratuita para quem se interessar.
Foto: Lars Grael e João Guimarães Rosa com as crianças (Divulgação)
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One Response
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Thiago Peres Says:
O esporte é sempre um bom caminho. Ainda mais quando se exige a contrapartida do bom rendimento escolar.

